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Ainda em Junho…

Em tempos de São João,
acenda um petardo na palma da mão,
um chamuscado, tudo que terá,
Com a leve explosão.

O calor da fogueira,
o sebo do pau,
e os doces de amendoim.

Em tempos de São João,
acenda um petardo na palma da mão,
cerre o punho, agora como será?
Como abrir um pinhão?

“Cai cai balão,
cai cai balão,
Aqui na minha mão.”

Diálogos #14

-Pensei que tinha desistido de mim.
-Apenas uma pequena turbulência…
-E está de volta, como um cão, grunhindo e choramingando.
-Mas o por quê? Por que ainda tenho o peito cerrado?
-Angustiado, olha para eles e se compara de modo que sempre perca.
-Não sou diferente, faria exatamente o mesmo, todos seres humanos!
-Mas eles perderam o que você ganhou faz tempo…
-Eu podia, eu tentei, e quis demais…
-A parte de você que sabe…
-Que nada nunca termina como nos filmes!
-Cada ponto, cada conquista será uma perda.
-Escolhi! Tive de escolher… Errado?
-Sabe que não vence nem perde não há ilusão de certo e errado, distorções de uma mente fraca…
-Não vale a pena progredir punindo-se!
-Seu papel, sua presença, será sempre irrelevante…
-Onde estiver apenas me oferece o caminho para a loucura!
-Não, é o único caminho!
-Mas que futuro eu tenho…

Novas

Já faz mais de um mês que as aulas estão a toda, tanto em Biologia quanto em Economia.

Ultimamente não tive muito tempo pra escrever, ou mesmo organizar as idéias, mas acho que é possível fazer um update aqui hoje.

Sobre mim estou esgotado, dos dias 19 das 24hs estão lotadas de tarefas, estudos, aulas, locomoção etc. As vezes é incrível, como se estivesse vivendo duas vidas separadas. São ambientes totalmente diferentes, pessoas, idéias, assuntos que jamais poderiam surgir num mesmo dia normal.

Falando de cada faculdade em particular, Economia continua na mesma, a promessa de que a partir do 5 semestre teríamos um alívio, agora, foi com certeza mentira. As matérias, todas tem trabalhos, muita leitura, e pelo menos para mim são muito chatas e cansativas. Talvez a exceção de finanças, mas faz um tempo que já não entendo o que se passa.

Fazer biologia é que é legal. Pra fazer menção ao hino, mas nem tudo são flores, adoro as aulas, todas exceto estatística, isso porque já tive no curso em economia e já sei a matéria. Aqui está meu maior problema, a equivalência da disciplina que eu pedi faz mais de um mês está perdida nos confins da secretaria da USP. Se bem que é normal, considerando que é um serviço público.

No mais, em biologia tenho alguns bons professores, e também uma parte que não está nem um pouco interessada em dar aula que claramente faz por obrigação. Não posso reclamar, pois Economia também está cheia de seus picaretas.

A estrutura, pelo menos no IB, é melhor do que me foi dito pelos professores do colegial. Algumas salas têm até ar condicionado, cortinas elétricas, projetores, isto é algo que me impressionou. Microscópios também muito bons, mas em numero menor do que o de alunos.

Gostaria de ter mais tempo pra dedicar à Biologia, ler os textos com mais calma e pesquisar os pontos que chamam a atenção, infelizmente sou obrigado a deixar muita coisa de lado para poder dar conta de tudo. É fácil entrar em crise e se perguntar por que continuar na economia. Tenho muitos motivos lógicos, e continuo preso a eles, mesmo que no fundo, não me agrade.

O sonho de ser um economista bem sucedido, trabalhar no mercado financeiro e tirar algumas centenas de milhares por ano, viver extremamente bem e no luxo, aos poucos está morrendo, não porque o de ser um geneticista é maior, mas porque sinto que não vou ser bom, não vou saber as minúcias, e no emprego vou cometer erros e ser demitido. Isso, lógico, se em algum momento chegar a passar em uma dinâmica.

Gostaria também de não ser o cara que está sempre apresado, sempre cortando a conversa de fim de refeição, ou apressando os caronas pra irmos embora. Deixando de ir a alguns eventos que jamais faria em outra situação. Sinto cada vez mais distante de algumas pessoas e incapaz de me aproximar de outras, mesmo se isso me fosse possível.

Pondo de lado assuntos acadêmicos, ou seja, quase toda minha vida, Faísca, meu cachorro, está extremamente doente. Os veterinários dizem que está com câncer na língua. Sinceramente acredito que seja algum tipo de infecção bem grave, um câncer por pior que seja não surge em questão de uma semana. Seja como for o pobrezinho não consegue beber água ou comer e está definhando. Eu espero que os antiinflamatórios que está tomando ajudem, mas aos poucos estou me convencendo de que ele não tem mais muito tempo.

No mais, o último evento foi o show do Radiohead, aliás sensacional, mesmo não conhecendo nenhuma das músicas novas. A abertura com Los Hermanos também foi um show a parte. Kraftwerk foi no mínimo hilário.

Sem mais.

Slumdog Millionaire (2008)

Pra quem acompanha a filmes, especial a cerimônia do Oscar, agora é totalmente desnecessário falar sobre este.

Se precisarem de uma review independente, porém bem feita, recomendo a do Memórias Ainda Não Póstumas

A única coisa que acrescento é que pelo amor dos deuses, não assista os créditos, o filme é bom, mas High School Musical de Bollywood é demais pra qualquer um….

Mas aqui o IMDB

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Vozvrashcheniye (2003)

O Retorno é um filme bastante interessante, conta a história de dois irmãos, Andrey e Ivan, do leste europeu, provavelmente russos, que recebem a inesperada visita do pai, ausente dês de que os meninos eram bebês.

Ainda que possa parecer um filme um tanto parado, conta muito bem o choque entre a idéia que os garotos têm de um pai e a pessoa real, que chega em suas vidas.

Interessante, mas não sensacional, IMDB

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Gears Of War 2 (2008)

Ah! o Gears Of  War Original, simplesmente o melhor vídeo game de tiro já desenvolvido, teve grande parte na decisão de comprar um Xbox360 dois anos atrás.

Mas quando Cliff Bleszinski, a mente por traz do projeto, anunciou a continuação da saga, prometeu apenas que Gears 2 seria maior melhor e mais barulhento que o primeiro ele não estava mentindo.

Após chegar ao fim, a algumas semanas atrás, posso dizer, que realmente Cliff e a equipe da Epic Games conseguiram melhorar algo que já era bom em quase todos os sentidos, a missão principal é mais longa, a ação é mais dinâmica, há uma grande variedade de ambientes, armas e modos de jogo, os gráficos estão levemente melhores, a trilha sonora é muito boa.

A história que basicamente se resume a humanos lutando contra bichos alienígenas pelo controle de um planeta e pelo petróleo dourado, uma desculpa para atirar em tudo que se move, lógico!

Mas se tornou bem mais calorosa e humana com Dom, personagem secundário e melhor amigo do principal Marcus, procurando por sua esposa Maria. Nada de muito empolgante e contado de maneira meio tosca, ou do jeito tosco como soldados contariam.

No geral é um jogo que não acrescenta muito mas divertido pra caramba, é um jogo que qualquer um que tem um Xbox precisa ter.

Um último adendo, o jogo é extremamente violento, e segundo pesquisas recentes a exposição a violência exagerada, seja por vídeo games, seja por filmes deixa as pessoas insensíveis a dor/sofrimento alheio. Bem interessante não?

The Reader (2008)

Ah, um filme nominado a 5 Oscars, e um monte de outros prêmios menores, mas no qual  sinceramente não ví nada de especial. Aliás até achei um tanto doentio e nojento, talvez seja por isso que tenha despertado tamanho interesse. Ou talvez por abordar uma série de dilemas morais, justiça, arrependimento, vergonha, nazismo e analfabetismo, que garantem profundide a trama, mas também alguns clichês.

Antes de mais a seguir conto alguns detalhes do filme, nada de mais, mas caso queira evitar, o aviso está dado.

Se trata de um romance entre um menino, Michael aos seus 16~17 anos eu uma mulher com quase 40, exato, como se não bastasse a mulher, Hana, alás muito interpretada por Kate Winslet começa a obrigar o menino a ler para ela antes de ter relações com ele, dai o nome O Leitor. O resto do filme é basicamente decorrência desses fatos, retratando de forma triste a vida de Michael  se desenrola após o caso.

Em essência trata-se de um romance impossível, triste e doentio que acaba por destruir vidas dos amantes. Ainda que bom, eu não recomendo, me deixou triste e não acrescentou tanto assim.

Link para o IMDB

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Filmes Ruins #3

Vikaren (2007)
Essa é prova irrefutável que nem sempre só porque o filme é desconhecido e dinamarquês que ele é bom…
Sobre uma turma de 6 série de um colégio que recebe uma substituta, tradução para Vikaren, a curiosidade infantil acaba por revelar a nova professora como uma alienígena (!!!), que pra variar pretende raptar toda a turma e levá-los de volta ao planeta natal por um motivo que não ficou claro…Cheio de clichês, com uma história confusa e mal elaborada, não é mágico, não é assustador, muito menos “assistível”.

Run Fatboy Run (2007)

Novamente chego a conclusão que generalizar é errado, nem todo filme que Simon Pegg atua é bom, Pegg atua como Dennis Doyle um fracassado que por puro pânico fugiu correndo do altar quando ia se casar com a mulher retratada no filme como perfeita, e desde então nunca conseguiu superar tal deslize. Quando Libby, a ex noiva, arranja um novo namorado que parece superar Dennis em todos os sentidos possíveis, isso desperta os ciúmes e Dennis decide provar seu valor e ganhar do namorado em sua própria arena, as maratonas. Dennis não ganha, mas completa o percurso mesmo gravemente lesionado por uma atitude anti-esportiva do novo namorado. Libby descobre e temos um final feliz. O filme em si não é ruim, apenas genérico, bom pra uma seção da tarde….

Big Stan (2007)
O que mais esperar de um filme do Rob Schneider, além de uma comédia um tanto fraca…
Vale apena pela participação do sensacional David Carradine, que aliás nem sabia que ainda estava vivo…
Rob Schneidar faz papel de um picareta, que é condenado e vai para prisão, assolado pela idéia de que será estuprado na cadeia decide treinar Kung-fu, para tanto acaba por encontrar com O Mestre, interpretado por Carradine, e se torna um eximo lutador em questão de meses. Chegando na prisão dá um coro em todo mundo e estabelece uma nova ordem. Com exceção de uma pequena tramóia com o diretor do presídio tudo corre como esperado. Mais uma vez, o filme não é tão ruim mas não tem nada de especial, outro bom apenas pra seção da tarde.

Dead Like Me: Life After Death (2009)
Sobre uma moça que morre ao ser atingida por um assento de privada que se desprendeu de um ônibus espacial. E após morta se torna uma ceifadora, ou seja, é a encarregada de tomar e direcionar as almas dos mortos. Parecia um conceito interessante com um toque de comicidade. Eu acho que é ums série de tv, pois o filme se parece muito com um epsódio extendindo, faz menção a uma série de coisas que eu presumo que só quem acompanhou a série vai entender… Há uma pequena trama sobre a substituição do chefe dos ceifadores por um cara novo que quer organizar os ceifamentos ao que me pareceu de um jeito não tradicional e a luta da personagem principal para corrigir os problemas e ao mesmo tempo lidar com a família (ela está morta e volta como outra pessoa, bem confuso). Como um todo simplesmente monótono.

Le Voyage Du Ballon Rouge (2007)
Eu não sei como eu fui indicado pra ver esse filme, o fato é que nos primeiros 20 minutos não acontece absolutamente nada de interessante! Talvez eu é que não tenha um senso de arte desenvolvido para entender o mundo imaginário de um garoto de 7 anos (sem imaginação) e um balão vermelho. Não, acredito que seja simplesmente um filme chato, não aguentei até o fim. Sem mais comentários.

O Plano

Eu tenho que continuar com o plano. Até dia 4 desse, se resumia em passar no vestibular. Não havia nada depois. Agora estou no depois e algo novo é necessário. De algum modo uma continuação e algo que mantenha a sanidade.

No longo prazo (Ah! O economês…) o sonho ainda é o mesmo, fazer plantas que iluminam aquele canto escuro da sala e vacas que já dão leite achocolatado. Preciso por em questão se o melhor mesmo é colocar a biologia e a genética em primeiro lugar. Afinal é o que quero, finalmente é o que tenho, quero ser o melhor, é uma questão de orgulho próprio, não para me por acima de ninguém, simplesmente quero chegar lá, e não vejo outra alternativa a não ser sendo o melhor.

Economia poderia passar a ser apenas a muleta, o plano B caso genética não dê certo ou a fonte de sustento em momentos difíceis. Mas fica claro que tomar uma decisão sempre implica em perder. Não posso mais levar a iniciação científica da Amazônia, com muito pesar, tanto pela bolsa quanto pela oportunidade de desenvolver algo meu que seria reconhecido por ai.

O problema de por Economia em segundo lugar é principalmente todo o esforço que já dediquei, simplesmente não posso desencanar e pegar alguma dependência. Fora as questões de dinheiro e tempo e agora que já estou na metade. Mas eu fui ingênuo ao acreditar que depois do já tumultuado semestre passado as coisas iriam correr mais fáceis. Os professores já na primeira semana passaram uma dose cavalar de leitura.

Levar as duas faculdades será divertido e desafiador tenho certeza, mas por quanto tempo? Estudar pro vestibular teve seu preço, tanto tempo com os livros, quase me senti como uma espécie de maquina. Mas agora é até engraçado, parece que lembro como é sentir de novo, quero sentir mais, e isso altera levemente o plano. Quero chegar no meu sonho, mas não quero chegar só.

As linhas do plano são tenues, nos próximos meses tudo se resume a avaliar, como eu me saio, quais as chaces de genética ser realmente o que eu quero, como posso encontrar um jeito de encaixar economia em algum lugar, se eu ainda vivo….

Trote de Bio

Apesar de toda a tinta, lama, perda de cabelos, dancinha do besouro…Até que foi bem legal, ganhei um nome, Woodstock, fui adotado por veteranos, aliás bem tranquilos, acho que já fiz alguns amigos. Trote em si  foi suave, pra manter a tradição do blog recomendo o que é bom.

Até então tudo bem, espero ansioso pela semana dos bixos.
Pessoas que chegam aqui pelo Orkut, sejam bem vindas!

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